Artigo muito interessante..
O " JOGO DE XADREZ " QUE ENVOLVE A MORTE DO MILICIANO E A IDA DO GENERAL BRAGA NETO PARA A CASA CIVIL.
A ida de Braga Netto para a Casa Civil é muito emblemática e mostra que Bolsonaro é um grande estrategista.
Braga Netto foi o responsável pela intervenção da Segurança Pública no Rio.
Sabe exatamente TUDO sobre o crime organizado.
Como Chefe da Casa Civil ele terá autonomia para ajudar Sérgio Moro a articular com os outros ministérios e com o Congresso todo o combate necessário.
Bolsonaro nunca escondeu que essa era sua principal bandeira. Ao levar isso aos líderes do Congresso percebeu que havia uma resistência e que culpavam o Moro.
A ideia inicial de tirar de Moro a Segurança Pública veio deles.
E daí o estrategista Bolsonaro deu um nó em pingo d’água.
Braga Netto é muito respeitado no Congresso.
Como bônus, é inimigo número 1 de Witzel.
Agora vamos ligar alguns pontos.
A polícia do Rio estava junto com a polícia da Bahia no cerco ao Adriano, miliciano que teve ligações com o Flávio Bolsonaro no passado.
A informação que quase ninguém sabia é que Adriano era um arquivo vivo.
Segundo falam, arquivo vivo de muita sujeira do que acontece na PM do Rio e que envolve o esquema de propina de Sérgio Cabral, de petistas e da turma do Witzel.
Adriano seria cremado em tempo recorde.
*Flávio Bolsonaro colocou a boca no trombone.*
A justiça proibiu a cremação.
Agora a Veja traz uma matéria de que Adriano provavelmente foi executado.
Como dá para ver, sua morte em nada tem a ver com interesse da família Bolsonaro. Muito pelo contrário.
No momento certo, Adriano entregaria tudo.
Adriano foi morto e Bolsonaro respondeu instantaneamente com Braga Netto na Casa Civil.
Agora, vocês começam a entender o por quê de Onyx e Osmar Terra estarem concordando com toda essa reformulação, mesmo sendo “rebaixados” de cargo.
Xadrez é um jogo complexo.
Mas quando se tem as peças certas e o time está unido, a vitória pode demorar... peças podem tombar no caminho... mas, no final, o rei acaba com o inimigo.
(Texto de Flávia Ferronato. Advogada. Coordenadora Nacional do Movimento Advogados do Brasil)
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