Nao se pede dos candidatos nenhuma formação erudita, tipo Ruy Barbosa, mesmo porque nossa Constituição é muito beneplácida quando exige que apenas não sejam analfabetos, só. Acontece que mal começa a erupção do vulcão político, as larvas dos santinhos já invadem os lares dos eleitores. Até aí, tudo bem. Às mãos, dois desses "mimos", vejo que os candidatos não estão dando à mínima para a língua pátria. Lançá-los às ruas, sem a mínima revisão é brincar com as inteligência das pessoas. Dizer no santinho que está candidato à prefeito é uma pérola. Pergunto: é ou está candidato? Para quem não sabe, a diferença é grande. Outra candidata à vereadora, dizendo-se ter curso superior, escreve menoria, mais e outras baboseiras. Isso é só o começo!
Ruas vazias, cidades desertas Todos em suas casas Aeroportos sem movimento Para começar meu texto, utilizo-me da música do Raul Seixas " O Dia em que a Terra Parou ", lançado pela gravadora WEA, em 1977: Essa noite eu tive um sonho De sonhador Maluco que sou, eu sonhei Com o dia em que a Terra parou Com o dia em que a Terra parou Foi assim No dia em que todas as pessoas Do planeta inteiro Resolveram que ninguém ia sair de casa Como que se fosse combinado em todo O planeta Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém ninguém O empregado não saiu pro seu trabalho Pois sabia que o patrão também não tava lá Dona de casa não saiu pra comprar pão Pois sabia que o padeiro também não tava lá E o guarda não saiu para prender Pois sabia que o ladrão, também não tava lá E o ladrão não saiu para roubar Pois sabia que não ia ter onde gastar No dia em que a Terra parou (êê) No dia em que a Terra parou (ôô) No dia em que a Terra parou (ôô) No dia em que a Terra parou ...
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