Detesto quando candidatos posando de cordeirinhos ficam atacando os problemas e se apresentam como salvadores da Pátria e o que mais me irrita ainda é o uso das mesmas palavras de sempre: geração de emprego e renda, competência, mudança, trabalho ( "meu nome é trabalho", " êle sabe trabalhar" ), esporte e lazer, educação e saúde e outras promessas absurdas. No horário gratuíto deveria ser obrigatória a colocação de um detector de mentira e uma sirene de vários decíbeis. Aí eu queria ver o vexame daqueles com faltassem com a verdade! Tambem seria altamente salutar a instalação de uma lâmpada vermelha que ficasse piscando quando surgisse qualquer falação mentirosa! Como ficaria a cara do político nesse momento? Tremendo ou serena como se nada daquilo fosse com êle ? Os marqueteiros iriam ter trabalho redobrado para maquiar as inverdades e driblar a tecnologia ou, então, salvem-se quem puder, ou melhor, elejam-se quem apresentar - e ser capaz de cumprir - melhor programa de governo. Estou certo ou estou errado?
Ruas vazias, cidades desertas Todos em suas casas Aeroportos sem movimento Para começar meu texto, utilizo-me da música do Raul Seixas " O Dia em que a Terra Parou ", lançado pela gravadora WEA, em 1977: Essa noite eu tive um sonho De sonhador Maluco que sou, eu sonhei Com o dia em que a Terra parou Com o dia em que a Terra parou Foi assim No dia em que todas as pessoas Do planeta inteiro Resolveram que ninguém ia sair de casa Como que se fosse combinado em todo O planeta Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém ninguém O empregado não saiu pro seu trabalho Pois sabia que o patrão também não tava lá Dona de casa não saiu pra comprar pão Pois sabia que o padeiro também não tava lá E o guarda não saiu para prender Pois sabia que o ladrão, também não tava lá E o ladrão não saiu para roubar Pois sabia que não ia ter onde gastar No dia em que a Terra parou (êê) No dia em que a Terra parou (ôô) No dia em que a Terra parou (ôô) No dia em que a Terra parou ...
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