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MATANDO O GALO


O cara namorava a mina fazia muito tempo e nada de falar em casamento. A moça, não querendo ver o tempo passar pela janela, insinuou que o rapaz deveria tomar uma atitude, algo que êle fez imediatamente: foi encarar o pai da donzela:

Êle : - o senhor sabe, né, namoro sua filha um tempão e quero pedí-la em casamento. O senhor consente ?

O sogro: - de jeito nenhum, não consinto !

Êle: - mas por que, sou um cara trabalhador, honesto, amo sua filha, ela me ama, nos damos muito bem ...

O sogro : - por isso mesmo meu rapaz, você é um cara muito legal e não merece sofrer. Sabe de uma coisa? Sou casado com a mãe dela faz 30 anos, vivo num cabresto danado, nunca pude tomar uma cervejinha com os amigos, dar uma voltinhas, enfim a velha é braba e vivo em consante taca. Agora, meu rapaz, valente não é minha mulher. Minha filha, sua namorada, é mil vezes mais casqueira que a mãe. Pense numa mulher cheia de confusão, mandona,,valente que nem siri em lata ! É ela, sua namorada. Então, para que você não sofra, como eu sofro, não aprovo êsse casamento.

Êle: - meu senhor, eu amo sua filha e quero me casar assim mesmo...

O sogro : - bom, então tudo bem. Agora não vá dizer que não lhe avisei. Prepare-se para viver num eterno cabresto e ser chamado pelos amigos de barriga branca...

Casaram-se e foram morar bem distantes. Passados dois anos, o sogro resolveu visitar o casal, não pela visita em si, mas para ver a situação do genro que, pensava êle, deveria estar numa taca de fazer dó.

Chegando, o velho foi muito recebido com abraços e beijos e um convite do genro:

- Sogrão, vamos tomar uma geladas no barzinho da esquina !

Uma da tarde e os dois estavam lá, degustando todas na maior alegria, farra daquele tamanho. Nisso, chega um recado trazido pela empregada:

- Patrão, a patroa mandou avisar que a comida está pronta e é pro senhor e seu sogro irem almoçar.

O genro: - Diga pra minha mulher que não vou agora e me mande um tira-gosto bem apressado.

Chegando o tira-gosto, quentinho e gostoso, o sogrão não se conteve e perguntou:

- Meu genro, minha filha é mais braba que minha mulher, como você fez para ter êsse moral todo ?

Êle: - simplesmente matei o galo. É o seguinte. Na lua de mel, convidei uma porção de amigos e bebemos o dia inteiro. À noite, mandei a mulher preparar um tira-gosto. Ela ficou braba, gritou, esperneou e disse bem alto que não tinha macho que fizesse ela fazer tira-gosto para cachaceiro nenhum ! Simplesmente peguei meu revólver, fui no galinheiro, matei o galo à bala e dei dois tiros pra cima, gritando:
- Quem é que não vai fazer tira-gosto ? , quando viu aquela cena, embora chorando foi correndo preparar o galo. Ela fez um cozidão gostoso, com bastante pirão. Daquele dia em diante vivemos em completa harmonia...
MORAL DA HISTÓRIA : Quem não mata o galo no dia do casamento é condenado a viver eternamente no cabresto...

Comentários

Nossa! Como esse galo é grande. Que tal matarmos ele no domingo e fazermos um galo ao molho pardo e pra companhar, que tal uma porção de gelada, hen?

Um abraço
Ezequiel Ferreira de Brito disse…
Eu lendo essa história, recordo de uma uma época muito boa, acredito que era um pouco mais animada, quando os amigos se reuniam no Comercial do Cícero na 24ª rua com a travessa São José, naquela época sempre estavamos brincando de porrinha, era legal, e a gente jovava muita conversa fora...
Bem, acho que uns 10 anos atrás, o evandro me contou essa história, e me fez o desafio, ou você mata o galo ou não poderá mais tomar uma geladinha conosco aqui nos finais de tarde...Resumindo, eu matei o galoooooooooooooooo, e até hoje tomo a minha gelada e curto com os meus amigos lá no cómercio do Cícero na 24 rua....
Ezequiel Ferreira de Brito disse…
Eu lendo essa história, recordo de uma uma época muito boa, acredito que era um pouco mais animada, quando os amigos se reuniam no Comercial do Cícero na 24ª rua com a travessa São José, naquela época sempre estavamos brincando de porrinha, era legal, e a gente jovava muita conversa fora...
Bem, acho que uns 10 anos atrás, o evandro me contou essa história, e me fez o desafio, ou você mata o galo ou não poderá mais tomar uma geladinha conosco aqui nos finais de tarde...Resumindo, eu matei o galoooooooooooooooo, e até hoje tomo a minha gelada e curto com os meus amigos lá no cómercio do Cícero na 24 rua....

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